Que eletricidade é essa
A que escapa pelos poros
E que palavra nenhuma
É capaz de apresar?
Que faz agitar o ânimo
Como faz o sol todo-poderoso
Erguendo seu fausto
Por detrás do cinza
Dos prédios apinhados?
Que algo esse, que agride o corpo
Num afã de raiz,
Sem caber numa palavra indigente:
Desejo?
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