domingo, 22 de abril de 2012


Por que não fazer da dor, das privações de todos os tipos, da solidão, da rispidez expressa na Criação, — que parece não incluir, em seu próprio projeto cosmológico, a felicidade humana , — a face mais sublime da alegria, cuja necessidade impõe que disso tudo não se possa prescindir, naquilo que se apresenta como a possibilidade única de vida mais elevada —: a ininterrupta superação de si? A sereno-jovialidade do Belo aponta para a mais fraudulenta apologia da alegria, justamente por dispensar a dor, sua correlata, sua irmã genética. A alegria que dispensa a dor é o brado oco de uma vitória de Pirro! Sou eu quem escolhe o difícil; — ao seu bel-prazer!