Ora deito ânimo no sono leve da brisa noturna: para odiar o que fui por hoje, e reedificar o Eu de amanhã, é preciso não ter nem pátria, nem religião, nem família, nem o céu encimando a cabeça, tampouco, o centro da Terra debaixo dos pés; — é preciso só vento nos cabelos, e uma espécie de catástrofe no peito.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Libertas e o devir
Ora deito ânimo no sono leve da brisa noturna: para odiar o que fui por hoje, e reedificar o Eu de amanhã, é preciso não ter nem pátria, nem religião, nem família, nem o céu encimando a cabeça, tampouco, o centro da Terra debaixo dos pés; — é preciso só vento nos cabelos, e uma espécie de catástrofe no peito.
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3 comentários:
adorei "uma espécie de catástrofe no peito". Mas, essa catástrofe não foi justamente pq vc odiou td o que vc foi hj? e para sentir o vento nos cabelos,, só sendo o que vc é: uma cara com cabelos. Se vc odeia isso, raspe a cabeça, pra começar a se refazer pra amanhã! (tô brincando...) e venta pq a terra existe sob os seus pés. E aí, astronauta, como sair dessa? a cobra sempre engole o rabo dentro da cabeça. Ô desconforto!
É, minha cara poetisa, o que existe sob os pés é a magia e o ludíbrio da linguagem. Sejamos Rimbaudianos!
essa conversa podia até continuar, mas quando pensei sobre o assunto, dei de cara com minhas velhas amigas siamesas Lógica & Loucura, que compartilham o mesmo crânio, porém com faces idênticas e opostas. Aí parei pra não pirar de novo.
(magia a gente cria, assim como a linguagem, que é a mesma coisa, se a gente parar pra duvidar direito; aí, se a gente meter os pés pelas mãos, onde fica tudo o que estava sob?)
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