sábado, 23 de fevereiro de 2013

Doença atávica.



De membros lassos,
ela me desata e, ao lado,
preenche o travesseiro
de sonhos feminis.
Comigo o sal,
condimento penoso,
me salga as garras
enquanto arfo.
As paredes silenciam
nenhum sismo:
nada.
Mas posso jurar,
por Deus!, posso!,
que outros machos
uivam lá fora!

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